Alguém ousou dizer que viver é correr riscos.
Sem pensar muito sobre o assunto, eu concordo com isso ainda que também ache que nosso instinto de preservação busque e estimule justamente o contrário disso: queremos viver nas benesses sem nenhum risco ou sofrimento.
Impossível, mas é o que se quer.
Mas me atrai a ideia quase filosófica de que a aventura da vida é um odisseia que gera conflitos e confrontos e com isso dores e medos e angústias e paralisações e dúvidas.
Mas o que nos tira então dessa pasmaceira que pode gerar em nós o adjetivo de uma má aventura?
É justamente o acomodar-se nas prisões que pensamos ser reais e verdadeiras e eternas.
Muita gente se vê como preso (ainda sob os resquícios da má interpretação platônica de que vivemos presos nesse corpo cheio de desejos e desencantos) e com isso, sente-se amaldiçoado a ser pura dor e sofrimento esperando ou postergando para o infinito o tempo e o momento em que será recompensado.
Há de se dizer que isso já foi fonte de muita opressão em nome dessa cadeia de pensamento.
Muitos aburguesados pensam dessa forma: os que hoje passam fome um dia receberão a recompensa.
Mas quem está com fome está hoje faminto e não dá para se esperar pelo dia em que haverá retorno. Fome é urgente e sem comer, a vida não presta. Assim como sem ter educação, saúde, casa, emprego e também alegria e prazer e felicidade a vida é um castigo infinito.
E não é que tem gente que prefere pensar o mundo ao contrário?
Pensa que não há aventura e sim imposição de realidades.
Pensa que não existe saída para a minha condenação.
Pensa que Deus abençoou uns agora para que eles me lembrem que o que falta pra mim, um dia será dado como prêmio.
Pensa que dor e sofrimento é o que move a vida humana.
Jesus nas bem- aventuranças parece dar uma nova dimensão disso.
Para ele a pobreza não é boa porque além de tirar a sobrevivência da pessoa, tira também a capacidade de viver com desejo e gana. Mas ser pobre pode nos ajudar a não nos prender e nem mesmo prender os outros (com mais ou com menos que a gente) numa hierarquia de prêmios.
Para ele o sentir fome pode gerar soluções criativas que ajudam a vencer a fome em busca de manter-se vivo e fazer da má aventura de se viver rastejando esperando que um dia haja prêmio, uma luta constante que construa a busca por direitos e a prerrogativa de existir aqui e agora, sabendo que o que vem depois, a Deus pertence.
As más aventuranças nos convencem mais e melhor de que basta lamentar e ficar estagnado, vivendo das migalhas que caem da mesa do rico opulento.
As bem aventuranças gera vida e compromisso em fazer valer o dom da vida que recebemos e detectamos em nós com força porque Deus está em tudo, nele vivemos, nos movemos e somos.
Ser bem aventurado significa se juntar com pessoas que veem o valor do Reino, do chamado, da presença de Deus e encontra força e disposição para experimentar a grande aventura de se ser feliz, realizado, fortalecido pela graça e pelo chamado a uma vida que se amplia e se prolonga para o sempre.
O que nos leva a nos perguntar: existe o sempre, o eterno sem o hoje?
Fiquem bem.
Bem aventurado somos se vivenciamos a beleza da vida que à em nosso redor compromisso com o eterno que nos chamou e nos beneficiou de tanto bem hj par o amanhã
ResponderExcluirBem aventurado somos se vivenciamos a beleza da vida que à em nosso redor compromisso com o eterno que nos chamou e nos beneficiou de tanto bem hj para o amanhã
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